Menu

 19 - 98139-8800

Transexual “crucificado” na Parada Gay processa pastor Marco Feliciano por danos morais

04 JUL 2015
04 de Julho de 2015

O transexual que desfilou simulando uma crucificação na última edição da Parada Gay em São Paulo anunciou que está processando o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por causa das críticas feitas a ela nas redes sociais e programas de TV.

 

A advogada do transexual, Cristiane Leandro de Novais, afirmou que já pediu uma liminar para que o material compartilhado pelo deputado seja retirado de circulação: “Existe uma ação de indenização com pedido de tutela antecipada para ele [Feliciano] excluir todos os vídeos, comentários e fotos expostas em seu gabinete, a título de liminar”, disse Cristiane, em entrevista ao Ego.

 

No processo, Viviany Beleboni solicita ainda que a Justiça estipule uma indenização por danos morais e uma ordem de restrição ao pastor, segundo a advogada: “Em segundo lugar há um pedido de retratação e indenização. Ele expôs Vivi ao ridículo e fez incitação criminosa para que outras pessoas venham a agredi-la. Isso trouxe dano moral e de honra a ela, que não tem saído de casa por medo de ser agredida. Ela perdeu peso e não tem saído. Com isso, tem deixado de aceitar propostas de trabalho. Por fim, entramos com um pedido de medida cautelar para que ele fique a até 600 metros de distância dela”, pontuou Cristiane.

 

Beleboni, que já afirmou que não pedirá perdão aos cristãos que se sentiram ofendidos com sua manifestação na Parada Gay, comentou o processo e diz que tem vivido escondido por medo da reação das pessoas: “Eu não saio de casa mais, não tenho ido à academia e nem ao mercado. Só durmo com remédios. Tranco a porta de casa com duas chaves, deixo o cachorro solto e deixei a segurança do prédio avisada”, relatou.

 

No último domingo, Beleboni teve os pés lavados por um pastor e um padre durante uma passeata, no Largo do Arouche, em São Paulo. Na entrevista ao Ego, contou que vem deixando de trabalhar como modelo por causa do medo de ser agredido: “O máximo que tenho feito é sair para dar entrevistas, mas vou com carro da produção e segurança. Já perdi vários trabalhos por medo de sair de casa”.

 

O pastor Marco Feliciano ainda não se posicionou sobre o processo contra ele movido por Beleboni.

Voltar

Desde 2013 - Todos os direitos reservados ®
Rádio FAD